| Crise na UE não deverá afetar Brasil, diz FMI | |
"SÃO PAULO - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta terça-feira que a crise na Europa não deverá abalar a economia brasileira. "Tudo depende de como a situação prosseguirá, mas até agora, acho que (a crise na Europa) não terá muita influência sobre o Brasil", disse. Segundo afirmou a autoridade, o câmbio pode ser um fator de preocupação, pois a desvalorização da moeda comum europeia pode prejudicar a competitividade externa dos produtos nacionais. "Mas não deverá ser muito grande (os efeitos do câmbio sobre a economia)", ponderou o dirigente do FMI. Quando questionado sobre a possibilidade de um superaquecimento da economia brasileira, a autoridade confirmou que o nível de 7% ou mais de expansão no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode representar um risco, o que exigiria medidas restritivas para amortecer o avanço. "Mas o governo está completamente consciente disso", garantiu Strauss-Kahn. Ele lembrou que um crescimento mais contínuo na faixa dos 7% não seria algo tangível, dado que, para tanto, o Brasil teria que ampliar seu potencial de crescimento, principalmente por meio da ampliação dos investimentos em pesquisa e educação. "O máximo de crescimento que vemos hoje é algo em torno de 5%", concluiu o dirigente do FMI, que esteve presente nesta tarde em evento no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT)." Vanessa Dezem 25/05/2010 |
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